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Padre Edilson celebra seu primeiro ano de vida sacerdotal
Padre Edilson Agreson da Silva celebra seu primeiro ano de vida sacerdotal

O padre Edilson Agreson da Silva completou no dia 04 de dezembro um ano de vida sacerdotal. Para agradecer a Deus este dia especial, paroquianos, colaboradores do Colégio Salesiano Santa Rosa, do Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida, membros das pastorais e a Família Salesiana participaram da Missa em Ação de Graças que foi celebrada por ele no Centro Pastoral Auxilium. Ao final, houve uma linda homenagem preparada pelas pastorais e um café.

"Ao completar um ano de sacerdócio, um enorme sentimento de alegria inunda os nossos corações. O nosso ser está em festa, nossa alma se rejubila pelas chuvas de graças divinas derramadas no terreno das nossas existências. Tudo é graça!", disse o padre Edilson.

A Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora conversou com o padre Edilson sobre a data, leia a entrevista:

PASCOM - Padre Edilson, se passou 1 ano desde aquele dia especial em que abraçou a vocação sacerdotal. Olhando para o passado, qual o 'painel de experiência humana' que o senhor vê diante de si ao completar esse primeiro ano?

Pe. Edilson> "Dia memorável, 4 de dezembro de 2016. O reconhecimento e a gratidão são sentimentos nobres de quem sabe acolher como dom os benefícios recebidos de Deus.
Ao completar um ano de sacerdócio, um enorme sentimento de alegria inunda os nossos corações. O nosso ser está em festa, nossa alma se rejubila pelas chuvas de graças divinas derramadas no terreno das nossas existências. Tudo é graça!

O que mais encanta na vida salesiana é doação ao serviço do Povo de Deus no anúncio do Reino que já está entre nós e que também é construído por nós! Admiro, ainda, o desprendimento, dedicação e o zelo que a vida missionária nos exige para um bom atendimento às necessidades pastorais de hoje...

Estou profundamente agradecido porque a maior alegria na vida consiste em responder ao apelo de Deus e abraçar a vocação que Ele quer nos confiar sobre a terra. E agora, depois de 1 ano de serviço a Deus e aos irmãos na vida sacerdotal, sinto que sintonizei com os desígnios de Deus na minha existência de cada dia. Por isso, fico grato e alegre e peço que a vocação sacerdotal seja acolhida por muitos jovens na Igreja de hoje.

PASCOM >O que espera do futuro?

Pe. Edilson> "Ser presbítero é uma dádiva divina; uma sublime vocação, um mistério divino. Exclamava São João Maria Vianney: Oh! como o sacerdote é algo sublime! Se ele se apercebesse morreria... O Sacerdote só será bem compreendido no céu... Se o compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de amor.
Minhas expectativas são as de poder corresponder às necessidades da nossa Missão no trabalho que já exerço e de estar disponível para o que precisar! Para isso é preciso atender à convocação do Papa Francisco de termos o "cheiro das ovelhas", quer dizer, estar junto ao povo. Estando junto ao povo, nossa missão se torna mais eficaz e nós vamos aprendendo que o povo também nos evangeliza. Nós  também precisamos ser evangelizados!

PASCOM> Qual foi o lema de sua ordenação?

Pe. Edilson> "O zelo por tua casa me consome". Ao chegar ao Templo e se deparar com a quantidade de vendedores que ali comercializavam mercadorias Jesus tomou um chicote e expulsou os comerciantes daquele local sagrado. A atitude de Jesus, mais que seu impacto agressivo, demonstrava o zelo pela casa do Senhor - o texto evangélico fala menciona a narrativa profética das Escrituras acerca do Messias, dizendo "o zelo por tua casa me consumirá" (Jo 2, 17).

PASCOM> - Esse primeiro ano foi fecundo e fizeram surgir o padre-diretor de pastoral. O que isso possibilitou para o seu ministério?

Pe. Edilson>"Bendito seja o Senhor de Israel, porque só ele realiza maravilhas!" (Sl 72,18). Tenho plena consciência de que, se cheguei até aqui, foi por bondade divina e não mérito meu. Foi o Senhor que lançou sobre mim seu olhar de amor, me seduziu, me chamou e me  consagrou para um ministério santo e eterno.

Toda vocação passa por momentos de provações e questionamentos. Não foi diferente comigo. Mas fiquei firme porque encontrei pessoas de fé e bom juízo que me ajudaram a superar os desafios. Além disso, o exemplo de fidelidade dos meus pais, na vida matrimonial, foi importante. Da mesma forma, não deixou de ser marcante a companhia dos meus irmãos. Na ação pastoral, sempre trabalhei em equipe, com padres, leigos que me ajudaram a trabalhar com empenho e entusiasmo.

PASCOM> Mesmo com todos os desafios que a igreja vive atualmente, ainda vale a pena ser padre?


Pe. Edilson> "Eu lhes darei pastores" proclama Deus na Sagrada Escritura. A iniciativa vem de Deus. Ser padre, pastor do povo de Deus, é receber de Deus Pai a graça de encarnar o sacerdócio do seu Filho Jesus, em sua vida e no mundo de hoje. Isto significa que com Cristo, de modo consciente, o padre renuncia ao casamento e assume o celibato como dom de Deus para  "ser tudo para todos", segundo a expressão eloqüente de São Francisco de Sales . Os desafios que a Igreja vive atualmente podem ocultar o sentido da vida sacerdotal mas nunca vão apagá-lo. A melhor resposta que o padre dará aos desafios da hora presente está no caminho da santidade. O padre é chamado a ser protagonista da santidade no convívio com seus irmãos. Eles sempre se alegram e louvam a Deus pela presença de padres santos no seio da Igreja.

PASCOM> Vivemos num tempo em que a juventude tem dificuldade em se comprometer com as coisas sérias da vida. O que pode ajudar um jovem a discernir a própria vocação?

Pe. Edilson> O grande desafio para o jovem de hoje é de não se fechar sobre si mesmo ficando num mundo de fantasias digitais, virtuais e artificiais sem relacionamento gratificante com Deus e o próximo. Para fecundar o chão do discernimento da própria vocação, é preciso sair de si mesmo e abrir o coração a Deus e aos irmãos. É Jesus que indica este caminho quando declara: "Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos" (João, 15,13).

Obrigado, Senhor, pela Vossa presença constante em todos os momentos do meu peregrinar. Quando chorei, Vós fostes o meu consolo. Quando me cansei Vós fostes o meu ânimo. Quando caí, Vós me erguestes. Quando pensei em desistir, Vós me fizestes compreender que era preciso perseverar, insistir e prosseguir. Quando me senti fraco, Vós fostes a minha força. Quando venci, Vós fostes o meu poder.